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Posso usar a previdência para outros investimentos, além da aposentadoria?

Entenda como essa forma de investimento é benéfica para aqueles que querem usufruir da rentabilidade antes mesmo de se aposentarem

Entre as muitas modalidades de investimento existentes no mercado, os planos de previdência privada cada vez mais têm ganhado destaque junto aos consumidores. As razões para o aumento pela procura são muitas e vão desde as incertezas com relação à reforma da previdência social até as boas taxas de rentabilidade.

Uma das principais vantagens desse tipo de investimento é que, apesar de ela ter sido criada tendo como foco principal se tornar uma aposentadoria complementar à previdência pública, você pode usar esse método para poupar e realizar qualquer um dos seus sonhos de médio e longo prazos.

Para que possamos encarar a previdência privada como mais uma alternativa de investimento que existe no mercado, assim como os títulos de renda fixa, as LCAs ou os CDBs, é preciso compreender como é o seu funcionamento e a que tipo de consumidor ela se destina.

Nesse artigo, vamos esclarecer essa e outras dúvidas para que você possa considerar a previdência privada como mais uma alternativa de investimento na hora de diversificar a sua carteira.

O que são os planos de previdência privada?

Os planos de previdência privada são uma forma de investimento oferecida pelas instituições financeiras que têm como característica a boa rentabilidade para investimentos de médio e longo prazos. A ideia mais conhecida é que ele funcione como uma previdência complementar, ou seja, um rendimento extra à sua aposentadoria.

Contudo, nada impede que você decida usar essa forma de poupar para alcançar outros sonhos, como comprar um carro zero km ou comprar um imóvel. No Brasil, os planos de previdência particular são supervisionados por um órgão do governo federal chamado Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Todos os meses, você faz depósitos (aportes) para aumentar o seu capital investido e, vencido o prazo mínimo para saque, você já está apto a receber o seu dinheiro se assim desejar. No entanto, a melhor decisão, assim buscando uma maior rentabilidade, acontece se você optar por manter o investimento por prazos mais longos, a partir de dois anos até dez anos.

Por que os planos de previdência privada são vantajosos?

Entre todas as modalidades de investimento existentes, os planos de previdência privada estão entre as mais simples. Isso porque basta fazer uma contribuição mensal durante um determinado período para que, a partir de um determinado momento, você possa sacar e usar esse dinheiro como bem entender.

Outro detalhe bastante interessante é que há muitas características do plano que você pode escolher. Duas delas são o tipo de plano e a tabela de tributação. Os planos podem ser do tipo VGBL ou PGBL e ambos podem seguir uma tabela progressiva ou regressiva.

PGBL, VGBL, tabela progressiva, tabela regressiva… O que você precisa saber

Primeiramente, você escolhe o tipo de plano de previdência privada em que deseja investir. Existem duas modalidades: PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Cada um tem suas características particulares e, por isso, a escolha de “qual é o melhor” deve ser avaliada caso a caso.

O PGBL permite que o valor que você paga todos os meses à previdência privada seja abatido do Imposto de Renda, desde que a quantia represente até 12% da sua renda bruta anual. Por exemplo: se a soma da sua renda anual é de R$ 100 mil então você pode investir até R$ 12 mil por ano.

Geralmente, ele é recomendado para quem possui rendimentos mais altos. Os tributos serão pagos apenas quando você começar a sacar o dinheiro. Contudo, eles vão incidir sobre o valor total investido e não apenas sobre os rendimentos. A vantagem é, portanto, pagar mais tarde o imposto devido.

No VGBL, o governo tributa os rendimentos seguindo duas tabelas: a regressiva ou a progressiva, opção também disponível no PGBL. Novamente, esse é um item que você pode escolher. Porém, os valores não podem ser deduzidos do Imposto de Renda, sendo assim, indicados para quem tem rendimentos mais baixos.

Se você optar pela tabela progressiva, quanto maior for o valor do resgate, maior será a alíquota de imposto aplicada. Tenha em mente então, portanto, que na tabela progressiva o fator mais importante é o valor a ser resgatado, independentemente do tempo de contribuição. Essa opção é mais interessante para quem pretende resgatar todo o dinheiro investido de uma só vez.

Já na tabela regressiva, o percentual das alíquotas depende de tempo de acúmulo de dinheiro junto à previdência privada. A regra aqui é bem clara: quanto maior for o tempo de acúmulo, menor será a sua alíquota de Imposto de Renda a ser pago.

Nesse caso, a alíquota máxima de IR a ser paga é de 35% para aplicações cujo tempo seja inferior a 2 anos. A partir de então, esse percentual diminui até chegar a 10% para quem deixar o dinheiro aplicado por um período igual ou maior do que 10 anos. Essa opção é a mais interessante para quem pretende receber o valor investido em parcelas mensais.

Conhecendo as regras já dá para investir

Viu como não é difícil? E se pintar alguma dúvida no meio do caminho, o pessoal da Ciclic está disponível para fazer justamente esse tipo de orientação.

A escolha do tipo de plano e da modalidade de tabela pode deixar algumas pessoas indecisas e, por isso, nada melhor que fazer uma análise do seu perfil e das suas expectativas para decidir qual é a melhor opção.

Um bom plano de previdência privada serve para você realizar qualquer sonho, assim como outras modalidades de investimento. E se você for diversificar a sua carteira, não tenha dúvidas de que uma parcela pode muito bem ir para a previdência privada.

O que achou das nossas dicas? Deixe nos comentários e aproveite para conhecer a Ciclic, sua nova plataforma de investimentos!