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Psicologia econômica: entenda como tomamos as decisões financeiras

Compreender o que se passa em sua mente é o primeiro passo para conseguir poupar para o futuro.

Gastou demais e agora está no vermelho. Queria poupar para o futuro, mas não sobrou nada no fim do mês. Achou que tudo estava sob controle, mas teve um imprevisto e as despesas ficaram caras demais. Quem nunca?

Esse tipo de situação acontece com todo mundo. Quando se trata de finanças pessoais, pouca gente consegue dizer que está tranquila. No Brasil, uma em cada quatro famílias tem dívidas, segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Afinal de contas, por que é tão difícil guardar dinheiro e manter as contas em dia? “O que leva as pessoas a tomar qualquer tipo de decisão financeira costuma ser o impulso”, explica Vera Rita de Mello Ferreira, doutora em psicologia social e autora de livros sobre psicologia econômica.

Como funciona a compra por impulso

É o impulso que faz as pessoas perderem o controle diante de uma vitrine e gastarem mais do que devem. “A pessoa pode até pensar antes e se planejar, mas, no fim, o impulso fala mais alto. Geralmente, o indivíduo não consegue explicar por que fez aquilo”, diz Vera Rita. “Claro que todo mundo justifica de alguma maneira o exagero cometido, mas, no exato momento de passar o cartão, não sabemos por que estamos tomando aquela decisão”.

A dificuldade para poupar

Não bastasse esse impulso consumista que, muitas vezes, domina o ser humano, é preciso considerar também a dificuldade que o ato de poupar representa para as pessoas. É ai que entra a psicologia econômica.

“Embora outras culturas tenham maior facilidade para poupar, não é só o brasileiro que sofre com essa questão. É natural do ser humano buscar sempre as opções que tragam gratificação mais imediata”, informa a especialista.

Ou seja, entre guardar R$ 200 para a aposentadoria ou ir ao shopping imediatamente e comprar um tênis ou uma bolsa nova, a grande maioria das pessoas acaba escolhendo a segunda opção.

Afinal, o prazer de ter um item novo em mãos é tão grande que poucos conseguem adiar essa recompensa para alcançar algo maior no futuro – mais uma vez a psicologia explica por que nos comportamos desse jeito.

“Ninguém gosta de esperar e adiar o prazer. Na hora em que o dinheiro está na mão, a tentação é usufruir dele”, explica Vera Rita. “É muito difícil se organizar e pensar lá na frente. Todo mundo, de alguma forma, tem certa dificuldade para fazer isso. A tendência, em geral, é privilegiar o presente e não pensar no futuro”.

É por esse motivo que tanta gente diz: “eu me viro”, “não preciso me preocupar agora”, “só se vive uma vez” ou “depois penso como vou fazer”. Mas é aí que mora o perigo!

Coloque o valor da aplicação em débito automático

Se o ser humano tende a querer tudo de imediato e costuma gastar todo o dinheiro que tem em mãos, uma boa saída para a maioria das pessoas é  poupar de forma “automática”, por meio de um investimento que debita automaticamente um valor mensal da conta corrente.

“Isso realmente ajuda porque a pessoa nem chega a sentir a sensação de ter o dinheiro disponível na conta”, diz a especialista. Ou seja, nem é preciso ter disciplina – tudo acontece sozinho e o dinheiro é poupado antes que você possa gastá-lo.

Já para aqueles que têm um pouco mais de autocontrole ou querem treinar a disciplina financeira, vale apostar em opções de investimento mais flexíveis, que permitem que a própria pessoa defina quanto do salário será destinado ao investimento a cada mês. Aos poucos, a aplicação vai engordando para futuro.

O medo de perder dinheiro

Por um lado, o ser humano tende a gastar demais. Por outro, a maioria que consegue poupar tem medo de perder o dinheiro economizado fazendo escolhas de investimentos pouco apropriadas. É normal se sentir assim.

Mas não precisa se preocupar tanto. “A aversão à perda é um dos maiores motivadores do ser humano. Nós descendemos dos ancestrais que pouparam, que não perderam e que conseguiram manter os seus recursos. Por isso, é tão forte o nosso desejo de não querer nos separar daquilo que temos”, esclarece a especialista.

“Pensando em investimento, o medo não é um fator que atrapalha”, opina Vera. “De modo geral, as pessoas não entendem muito de investimento e o medo pode até protegê-las. Por esse motivo, o que se recomenda é que se busque um profissional de confiança que possa orientar nesse sentido”.

E você, o que achou da psicologia econômica? Está pronto para conhecer a melhor opção de investimento para o seu futuro? Veja nossos planos de previdência privada e investimentos e comece agora mesmo a pensar no amanhã: de forma flexível, em uma plataforma 100% digital e sem surpresas!