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Qual o rendimento da poupança?

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Para muitos brasileiros, colocar o dinheiro na poupança ainda é encarado como um benefício, afinal, significa que você conseguiu poupar. Quem sabe qual é o rendimento da poupança compreende que nem sempre essa é a melhor solução para obter lucros.

A caderneta de poupança é um investimento muito antigo. Ela surgiu em 1861, a partir de um decreto de D. Pedro II para incentivar as camadas sociais mais baixas da população a aplicar seu dinheiro. Nessa época, o rendimento era de 6% ao ano e, ainda hoje, pouca coisa mudou nessa forma de investir.

O rendimento da poupança é considerado um dos piores pelos especialistas. Existem maneiras tão conservadoras de se investir quanto a poupança, mas que apresentam muitos outros benefícios. É o caso da previdência privada, que você vai conhecer adiante.

Mas, afinal, qual é o rendimento da poupança?

Atualmente, o rendimento da poupança é de 4,55% ao ano – uma rentabilidade ainda menor do que quando foi criada, séculos atrás. O que explica essa baixa remuneração é a forma que o cálculo é feito.

Entenda qual o rendimento da poupança:

  • Quando a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano, usa-se a taxa referencial (conhecida como TR) como remuneração básica, mais 0,5% ao mês para calcular o rendimento.
  • Se a taxa Selic for igual ou abaixo de 8,5% ao ano, o cálculo é feito considerando 70% da Selic mais a taxa referencial TR.

Em 2018, a Selic, que é a taxa básica de juros da economia, foi definida pelo Banco Central em 6,5% ao ano. Ou seja, para as poupanças, é aplicado o segundo cálculo apresentado acima.

Com 70% da Selic a 6,5% ao ano, mais a TR, que atualmente está zerada, obtém-se esse resultado de baixo rendimento de apenas 4,55% ao ano.

Logo, se você investir R$ 100 na caderneta de poupança agora mesmo, no ano que vem você terá acumulado R$ 104,55, um aumento irrisório no seu rendimento.

Sempre foi assim?

Nem sempre.  No passado, manter uma caderneta de poupança já foi um bom negócio.

Em 2017, o rendimento da poupança foi de 6,61%. Descontando a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a poupança ainda sim se mostrou um bom negócio, com rendimento real de 2,95% – um dos melhores nos últimos anos.

Por outro lado, em 2015, quando o Brasil começou a entrar na crise econômica, o rendimento da poupança foi de 7,29%, com inflação oficial de 10,67%. Ou seja, quem manteve o investimento na poupança obteve um rendimento real negativo, de -2,35% ao ano.

Para este ano, a captação da caderneta de poupança está batendo recorde, com mais de R$ 2 milhões acumulados pelos brasileiros. Porém, como já mostramos, a expectativa é que toda essa animação não dê um resultado tão favorável.

Se é tão ruim, por que continuar esse investimento?

Para muitos investidores que defendem a caderneta de poupança, a liquidez é o melhor benefício desse investimento. Ou seja, eles podem retirar a quantia depositada a qualquer momento.

No entanto, isso é parcialmente verdade, pois, em muitos casos, a rentabilidade está atrelada ao dia do aniversário da poupança e, se você retirar o dinheiro antes, perderá o rendimento mensal de – apenas – 0,37%.

Como quem define as regras para a poupança é o governo, não adianta mudar de instituição financeira buscando uma rentabilidade maior.

Um rendimento de dois dígitos não irá acontecer tão cedo, como já ocorreu nos anos 90, mas que foi uma pura ilusão, já que a inflação abocanhava todo o poder de compra propiciado pelo investimento. Além disso, investidores da caderneta sentem-se seguros, pois o investimento está coberto pela proteção FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Mas também não é bem assim.

O FGC é acionado caso a instituição financeira quebre. Se isso ocorrer, você tem seus recursos garantidos até R$ 250 mil, mas, talvez o fundo não tenha dinheiro suficiente para pagar a todos os investidores, principalmente no caso de grandes bancos, e isso se tornará uma batalha na justiça que pode se estender por anos.

Quem continua insistindo nesse investimento está desatualizado ou não tem conhecimento sobre o mercado. A informação é a chave para ser um investidor de sucesso e aplicar o seu dinheiro onde realmente vale a pena.

Previdência privada, uma alternativa à poupança

Os planos de previdência privada são alternativas ideais para você abandonar de vez a poupança e investir melhor o seu dinheiro.

Para começar, esse investimento renderá 7% (média estimada) neste ano, o que é uma grande vantagem comparada à poupança.

Além disso, ela tem baixo risco, apresenta apenas duas taxas e é possível escolher a tributação que incidirá sobre elas na hora de acertar as contas com o Leão.

Há uma diferença importante em relação à poupança que você precisa saber: na previdência, a liquidez é limitada. Quanto mais tempo você deixa o seu dinheiro aplicado, mais ele rende; se você quiser tirá-lo imediatamente, você terá prejuízo.

É por isso que essa forma de investimento é perfeita para quem tem grandes planos no médio e longo prazos, além de ser uma alternativa para não ser dependente da previdência social do governo.

Está convencido de que a poupança não é um negócio tão bom quanto você imaginava? Então, é hora de conhecer a previdência privada e se surpreender com os benefícios desse investimento.